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Auxílio-acidente · benefício B94 · INSS

Desde a alta, o INSS já deveria ter te pago quanto?

O auxílio-acidente é pago mês a mês desde que a sequela se consolidou. Se ninguém pediu, o valor continuou correndo, e prescrevendo, uma parcela por mês.

50%do salário de benefício
60meses alcançáveis
0carência exigida

01 · A conta

Faça a conta com os seus números.

Três portas de entrada. Escolha a que você consegue responder agora, o resto se confirma na análise dos documentos.

R$
Mês da alta do INSS
Onde encontro esse valor

No aplicativo ou site Meu INSS, em Extrato de pagamentos, ou na carta de concessão. Use o valor bruto, antes de descontos.

Retroativo estimado · limite de 5 anos

Informe o valor e o mês da alta para ver quanto já se acumulou.

Estimativa aritmética, não promessa de resultado. O auxílio-acidente é 50% do salário de benefício e o auxílio-doença é 91% do mesmo salário, por isso a conversão. Não inclui 13º, correção monetária nem juros, e não considera o teto do INSS. A análise dos seus laudos é o que define se há direito.

02 · A sequela

O critério não é o tamanho da lesão. É onde ela dói quando você trabalha.

Selecione a região com sequela permanente. Cada uma tem uma prova documental típica, e é ela que decide a perícia.

Ombro e braço Mão e dedos Coluna Joelho e perna Pé e tornozelo Audição e visão

Prancha 1

Escolha uma região

Cada ponto abre o que a perícia costuma exigir naquela região e o erro documental que mais derruba pedido de auxílio-acidente.

Por que isso importa Laudo que só traz o CID não prova nada. O que decide é a descrição da limitação funcional concreta na atividade que você exercia.

03 · A confusão

Um protege durante. O outro indeniza depois.

A confusão entre os dois é a razão mais comum para o benefício nunca ser pedido.

Critério
Auxílio-doença acidentárioB91 · durante o afastamento
Auxílio-acidenteB94 · até a aposentadoria
Quando é pago
Durante o tratamento
Depois da alta, se ficou sequela
Natureza
Substitui a renda
Indeniza o dano permanente
Valor
91% do salário de benefício
50% do salário de benefício
Trabalhar recebendo
Não, contrato suspenso
Sim, acumula com salário
Duração
Até a alta médica
Até a aposentadoria
Carência
Não exige
Não exige

04 · O prazo

O direito não morre. As parcelas morrem, uma por mês.

A prescrição quinquenal não impede o pedido feito hoje. Ela apenas apaga tudo o que ficou para trás dos últimos sessenta meses.

Ano 6 e anteriores

Prescrito · não entra mais no cálculo

Últimos 60 meses

Faixa alcançável · a mais antiga sai do cálculo a cada virada de mês

05 · Dúvidas

Dúvidas que aparecem em quase toda conversa.

O que é o auxílio-acidente e quando ele começa a ser pago?

O auxílio-acidente (código B94 no INSS) é uma indenização mensal de 50% do salário de benefício, paga a quem ficou com sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual. Começa quando a lesão se consolida, ou seja, depois da alta médica do auxílio-doença. É previsto no art. 86 da Lei 8.213/91.

Posso continuar trabalhando enquanto recebo o auxílio-acidente?

Sim — e essa é a maior diferença do auxílio-acidente em relação aos demais benefícios por incapacidade. O auxílio-acidente é indenizatório: não substitui salário, indeniza o dano permanente. Você pode voltar à mesma empresa, ser contratado em outra, virar autônomo ou abrir negócio próprio — e segue recebendo o auxílio-acidente normalmente, até a aposentadoria.

Quanto vou receber de auxílio-acidente?

O valor é de 50% do salário de benefício — calculado sobre a mesma base do auxílio-doença que você recebeu (média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994). Para quem tinha salário de benefício de R$ 3.000, o auxílio-acidente mensal é de aproximadamente R$ 1.500. Inclui 13º e correção monetária anual.

Tive B91 (ou B31) e recebi alta — automaticamente vira auxílio-acidente?

Não — o INSS não converte sozinho. Quando o auxílio-doença cessa por consolidação das lesões, cabe ao segurado pedir expressamente o auxílio-acidente, juntando laudo médico que comprove a sequela permanente e a redução da capacidade para a atividade habitual. Muita gente recebe alta sem saber que tem esse direito.

Posso pedir auxílio-acidente retroativo, mesmo que o acidente tenha sido há anos?

Sim — e isso pode mudar muito o resultado financeiro. O prazo é de 5 anos (prescrição quinquenal). Se a sequela consolidou em 2020 e o pedido é feito em 2026, o pagamento retroativo cobre 5 anos cheios. Por isso o 'esperar para ver' é o pior caminho: cada mês sem pedir é uma parcela que cai na prescrição.

Mande a carta de cessação e o laudo. O resto eu leio.

A resposta é técnica e honesta, inclusive quando ela é que não cabe pedir. Análise feita pelo advogado, não por atendente.

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